Plantas do meu Jardim

Arruda – Ruta graveolens

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A arruda é uma planta subarbustiva muito popular por suas propriedades aromáticas e medicinais. Suas folhas são longas, glaucas e compostas, com folíolos oblongos a elípticos de cor verde-acinzentada a azulada. Os ramos são ramificados e herbáceos e com o passar do tempo se tornam lenhosos na base. Quando amassada a planta libera um aroma pungente, considerado desagradável por muitos. As inflorescências surgem no verão e apresentam pequenas e numerosas flores amarelas. O fruto é do tipo cápsula.
Esta planta é realmente muito versátil, visto que além de ser plantada em hortas, devido às suas propriedades fitoterápicas e condimentares, ela também é ornamental e cria excelentes contrastes com flores, forrações e folhagens devido à sua folhagem delicada, de cor azulada. Há inclusive variedades melhoradas para a função ornamental, como “Blue Beauty”, “Jackman’s Blue” ou “Variegata”, esta última também muito utilizada em arranjos florais. Sob podas de formação, a arruda adquire uma bela forma compacta e arredondada, podendo ser utilizada em bordaduras e maciços. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.
À arruda também são atribuídos poderes mágicos e religiosos. Ela é historicamente considerada por muitos povos como uma erva de proteção. Desde à antigüidade seus ramos e essências são utilizados para purificar ambientes e proteger as pessoas de espíritos malignos, doenças, mau-olhado, feitiçarias e até mesmo da tentação. Ainda diz-se que dá clareza aos pensamentos e atrai o amor e o sucesso. Não obstante todos estes místicos poderes, a arruda ainda repele insetos, ratos, cães e gatos.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos leves, neutros a levemente alcalinos, bem drenáveis, irrigados periodicamente. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos de estiagem. Não tolera encharcamentos. A arruda não é uma planta exigente, crescendo bem mesmo em solos muito pobres. Aprecia o calor, mas pode ser cultivada em locais de clima temperado ou subtropical se protegida no inverno. Multiplica-se facilmente por estaquia e por sementes, que germinam em boas condições de luminosidade. Cuidado: planta tóxica, não deve ser ingerida e deve ser manipulada com luvas para evitar irritações na pele.

Medicinal:

  • Indicações: varizes, dores, inflamações, asma, bronquite, insônia, reumatismo, flatulência, flebite, afecções do fígado, afecções da pele, afecções intestinais, parasitismo, sarna, piolhos, vermes, compulsão sexual
  • Propriedades: abortiva, adstringente, analgésica, antiasmática, anti-helmíntica, anafrodisíaca, anti-hemorrágica, antiinflamatória, antinevrálgica, anti-reumática, calmante, carminativa, diaforética, emenagoga, estimulante, febrífuga, repelente, sudorífica, tranquilizante
  • Partes Utilizadas: flores, folhas

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TUIA

 

Características

Tuia, ou Thuya, é um nome dado para alguns tipos de coníferas (“pinheiros”), em especial para o “Thuja Occidentalis” por ser uma espécie de dimensões menores, assim sendo possível de ser utilizada como pinheiro decorativo em lugares menores (muito útil como árvore de natal). Temos também outras variações como a “Thuja Plicata”, porém essa espécie chega a mais de 70m de altura, não sendo aconselhável cultivá-la na cidade apenas em caráter ornamental.
As Tuias são caracterizadas por troncos quase retos e folhas compostas de vários filamentos formados por pequenas escamas verdes, geralmente graças ao padrão de crescimento da planta são moldadas para ficarem em forma de cones bem esticados.
Uma variação interessante da Tuia, é a Tuia Holandesa (Cupressus Macrocarpa), que apresenta as mesmas características de suas irmãs maiores, porém a diferença é a possibilidade do cultivo em vasos, dentro de casa, devido a seu tamanho diminuto de meio a quatro metros de altura.

Como Cuidar

Pinheiros são plantas nativas normalmente da Europa ou norte da América do Norte, embora nesses lugares sejam cultivadas recebendo sol durante todo o dia, pelo fato do Brasil ser um país tropical é aconselhável proteger a Tuia do sol direto durante os momentos de maior insolação, ao menos enquanto ela for “pequena” (para os padrões da planta) e menos resistente. Algumas horas pela manhã ou pela tarde de sol são suficientes para a Tuia, que também tem a vantagem de não sofrer muito durante o nosso inverno (convenhamos, suas ascendentes sobreviviam à neve).
A Tuia geralmente cresce pouco durante os dois primeiros anos, não passando de um metro, porém depois disso, dependendo da espécie, chega a crescer mais de um metro ao ano. Graças a isso se você não dispõe de muito espaço livre, pode ser necessário utilizar podas e técnicas de restrição de nutrientes agressivas, como as utilizadas em bonsais, para restringir seu crescimento. Aconselha-se mudar a planta quando com mais de dois metros para um jardim a céu aberto para que ela se desenvolva naturalmente.
Por ser uma planta de raízes profundas, para fazer sua mudança para o jardim definitivo deve-se fazer uma cova grande, meio metro de profundidade no mínimo, revolver bem a terra para facilitar o crescimento da planta e adubá-la com fertilizante orgânico.
Pelo seu crescimento muito rápido, a Tuia necessita de muita água, graças a isso a irrigação deve ser feita de forma abundante todos os dias. Só tome cuidado para não encharcá-la de forma excessiva enquanto muito jovem pois fungos podem aproveitar disso, procriarem muito prejudicando a planta que ainda não é tão resistente, porém para um pinheiro sempre será maior problema a falta d’água que o excesso, logo não deixe de irrigar todo dia.
As podas são necessárias mais para a formação da planta, uma vez que ela não apresenta grandes flores ou outros problemas do tipo. Apenas remova os galhos secos (que alguma vezes viram bons enfeites pois ficam marrons e bem duros) e corte aqueles que estiverem dando à árvore um aspecto diferente do desejado.

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Alecrim

Nome científico: Rosmarinus officinalis

Características: Essa planta é originária da região do mediterrâneo e o nome de seu gênero botânico (Rosmarinus) significa “orvalho que vem do mar”. Foi muito utilizada para purificar e esterilizar ambientes de hospitais, queimando suas folhas em defumadores.
O alecrim é um arbusto de pequeno porte, que pode atingir de 1 a 2 metros de altura, dependendo de como é cultivado. As folhas são pequenas, de cor verde escura e coriáceas, ou seja, duras e resistentes. Tem um forte odor canforáceo.
 
Propagação: pode ser feita através de sementes ou estacas de galhos (estacas de 10 a 15 cm). Clique aqui para saber mais sobre estacas.
 
Cultivo: O alecrim não tolera excesso de umidade e de matéria orgânica (prejudica a concentração de óleo essencial). Necessita de solo com boa drenagem. Prefere locais ensolarados. O espaçamento entre as plantas quando plantadas diretamente no solo é de 40 x 60 centímetros. Entre elas podem ser plantadas outras plantas de menor tamanho. Pode ser plantada o ano todo, desde que seja fornecida a água necessária, mas que não pode chegar a encharcar o solo. A colheita pode ser feita em qualquer época do ano.
 
Aplicações: as folhas são utilizadas como incenso para perfumar a casa. É indicado como anti-séptico, antiespasmódico, diurético, antimicrobiano, para problemas respiratórios, distúrbios menstruais. Seis meses após o plantio as folhas já podem ser colhidas.


Veja algumas dicas de porquê
cuidar do seu alegrim, pra que ele cresça belo e saudável:

plante-o em ambientes muito ensolarados, se for em vasos, use vasinhos com 20cm de diâmetro, e terreno
generalidade de jardim .Para obter novas mudas, é só lascar um galho e plantar em solo úmido.
É melhor não temperar
a terreno
, pois no caso so alecrim o solo relativamente pobre em vez de prejudicá-lo ,deixa a vegetal
mais densa e com o perfume mais acentuado.
regue regularmente, mas não encharque
toda vez que for colher, use uma tesoura, namoro
um ramo terminal, ou seja, a ponta do galho. Sempre faça o namoro
próximo ao nó (de onde saem as folhas), ou namoro
um galhinho maior muito
perto de onde ele saiu, sem deixar rebarbas
com esse cuidados verá seu alecrim crescer bonito , saudável e viçoso


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Orquídea Bambu

Dados Botânicos

Nome CientíficoArundina graminifolia (D. Don) HochrNome popular: Orquídea bambu; Família: Orchideae. 
Ocorrência: Ásia tropical. 
Ciclo de vida: Perene;
Luminosidade: Sol pleno; 
Irrigação: regular, 2 a 3 vezes por semana, o solo deve ser mantido úmido, sem encharcar;
Temperatura: prefere regiões de clima quente e úmido, mas adapta-se bem ao litoral sul. Não tolera geadas. 
Floração: Primavera e verão, principalmente. 
Dificuldade: Baixa.
Uma das poucas espécies de orquídea terrestre amplamente comercializada, a Arundina graminifolia destaca-se pela capacidade de se adaptar a diversas situações paisagísticas. Podendo alcançar até dois metros de alturas, é utilizada tanto como cerca-viva quanto em conjuntos isolados, a beira de espelhos d’água, ou, ainda, em jardineiras adornando a entrada da casa ou estabelecimento comercial. Sendo planta de fácil manutenção, conquistou o gosto popular. É muito comum encontrá-la acompanhando muros residenciais ou servindo de cortina viva para a varanda de restaurantes.
O porte incomum, o crescimento rápido e sua popularidade talvez sejam alguns dos motivos porque essa orquídea ao mesmo tempo vigorosa e delicada não tenha conquistado o gosto dos colecionadores. Com folhagens também ornamentais, no entanto, pode ser classificada entre aquelas poucas plantas cuja escolha quase sempre se mostra acertada.
São duas as variedades existentes. A de coloração rósea, cujas pétalas e sépalas podem ser brancas, e a branca, com uniformidade de sépalas, pétalas e lóbulo central, em que apenas apenas a coluna central assume um tom amarelado.

Acompanhe abaixo a forma de cultivo e outros detalhes sobre a Arundina graminifolia

Por se tratar de uma espécie tropical, sua manutenção é fácil na maior parte do território nacional. Ainda assim, alguns cuidados se fazem necessários. São dois os fatores mais importantes para uma orquídea saudável:
  • Iluminação;
  • umidade do solo;
Basta observar por aí e comparar. A incidência deve variar da meia-sombra (luz direta durante pelo menos metade do dia) e sol pleno. O solo deve ser mantido úmido sem enxarcar.
Quanto ao solo, deve conter muita matéria orgânica. Substratos comuns para orquídeas epífitas não se aplicam. O ideal é uma mistura de terra arenosa e húmus, que seja drenável e retenha, ao mesmo tempo, alguma umidade. Durante o verão, as regas devem ser mais regulares, tornando-se mais esparsadas no inverno (uma ou duas vezes por semanas).
Se esses cuidados forem observados, a folhagem da orquídea bambu se torna mais vigorosa e interessante, evitando o ressecamento precoce da base.
A reprodução se dá facilmente por estaquia, a partir das estacas ponteiros que surgem após a floração. Se a reprodução não lhe interessar, não retire as estacas da planta mãe, que vai se manter erege até a floração das ponteiros.


Dicas de cultivo da orquídea-bambu - Arundina
O cultivo deste gênero de orquídea é bastante fácil, por ser rústica. É terrestre, podendo ser utilizada em jardins, jardineiras e vasos, desde que sejam de tamanho grande.
Água: Gostam de solo úmido, mas não encharcado. Portanto, as regas devem ser freqüentes, mas tomando cuidado para não molhar demais em cada rega. Em épocas mais frias, espaçar mais as regas.

Luz: gostam de ambientes ensolarados. Crescem mais bonitas a pleno sol. Não tente cultivá-las na sombra, pois você não terá sucesso. Tolera bem ambientes onde pega sol pelo menos metade do dia (manhã ou tarde).
Adubação: pode-se misturar adubo orgânico, como esterco curtido, ao solo.
Substrato (solo): este precisa ser bem drenado. O mais prático é misturar casca de pinus ou de côco junto com a terra para garantir que o solo não fique encharcado. Pode-se cultivá-la em vaso, desde que este seja grande e com pedriscos no fundo para ajudar no escoamento da água.
Multiplicação: a vantagem desta planta é que ela forma muitos brotos em suas hastes. Pela minha experiência de cultivo, as hastes antigas tendem a parar de florir, secam e começam a produzir brotos (veja as fotos abaixo). Estes brotos podem ser destacados e plantados em local protegido, preferencialmente em vasos, ao abrigo do vento, chuva e calor excessivo. Cada broto enraíza e forma uma nova planta. Mas é preciso ter paciência, pois este é um processo demorado, pois os brotos têm crescimento muito lento. Se você quiser resultado rápido, é melhor comprar plantas adultas. Também pode ser feita divisão de touceiras: retira-se a planta do solo e divide em duas.


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